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Os agudos e a Idade do Vocalista - desmascarando a polêmica da modificação Vocal.

Um assunto misterioso frequente no Canto é a modificação da voz ao longo da carreira dos cantores.
Os saudosistas, gostam de dizer por aí que fulano não alcança mais os agudos, que não canta mais como antigamente... acho isso uma grande bobagem.
A Voz modifica sim com a idade, o timbre escurece um pouco e pode perder um pouco da agilidade nos agudos. Em compensação, a tessitura passa a abranger de maneira mais encorpada a sua região mais grave, conferindo mais peso, textura e agressividade ao vocal. Isso é uma questão orgânica e nada tem a ver com o velho bordão  ignorante de "o cara não aguenta".
Com o amadurecimento da voz, também vem o amadurecimento interpretativo decorrente dos anos de experiência, e nesses aspectos todo o cantor só tem ganhar.
Quando o assunto é interpretação, prefiro o amadurecimento dos álbuns mais recentes do que os agudos penetrantes dos inícios de carreira dos vocalistas.

Abaixo, um trecho da entrevista de André Matos concedida esta semana ao site G1, em que ele fala um pouco da questão evolutiva e cuidados vocais.


G1 - Você está com 40 anos. Como você sente a evolução da sua voz nos últimos anos? Quais cuidados você vem tomando?
André Matos - Eu comecei aos 13, já se vão 27 de carreira. Eu tinha mais problemas no começo. Vou ficando mais experiente para saber o que posso fazer ou não na questão da preservação da voz. Em estudos de anatomia, o cantor de ópera atinge seu pico aos 45 anos de idade. Todos eles, - Plácido Domingo, por exemplo - brilharam mais tarde. Isso me dá certo alento. Se cuidar bem, você pode ter a voz inteira até os 70 anos de idade. Vários cantores continuam na ativa. O principal não é tanto a técnica, é saber preservar a voz. Tem uma questão do ponto de vista físico. A voz reflete o estado de saúde do próprio organismo. Você tem que descansar. Vamos chegar antes lá [em São Luís] e ter um tempo para ficar aclimatado.

G1 - Mas o que fazia antes que não faz mais agora?
André Matos - Eu tive durante muito tempo aulas de canto, durante oito anos. Eu fiz trabalho com fonoaudióloga. Então, procurei conhecer mais a parte anatômica. O que mais me ajudou foi entender anatomicamente como funciona. Se tenho um problema, sei hoje qual é. Não tem essa coisa de fazer gargarejo ou aquecimento "x ou y", cada um tem seu modo de fazer.

Fonte do trecho da entrevista de André Matos: G1

3 comentários:

  1. Oi Ana Clara gostei muito do seu blog e da matéria, só tenho uma observaçãozinha,só faltou citar Glenn Hughes o the voice of rock,kkkkk valeu,sucesso em sua jornada!

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  2. É preciso treinar e cuidar da voz sempre.

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Comentários