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Sobre a arte de acompanhar

 por Ana Clara Lima


Uma de minhas alunas tomou a decisão de fazer prova para a faculdade de canto e veio perguntar minha opinião sobre como deveria escolher seu pianista acompanhador. A preocupação é importante, afinal a escolha errada do acompanhador pode de fato arruinar o recital de um cantor bem preparado.

A partir deste questionamento pus-me a pensar sobre o que faz de alguns músicos bons ou maus acompanhadores seja em bandas ou em duos líricos e decidi compartilhar minha experiência;

A primeira consideração geral é que o bom acompanhador está mais interessado no resultado da qualidade do conjunto do que em sua performance isolada.
Isto significa que ele não está preocupado em mostrar que sabe tocar os detalhes da linha de seu instrumento; está mais preocupado em dar os sinais para a entrada dos outros músicos;
Está preocupado em não expor o colega naquele trecho em que ocorreram erros repetidos no ensaio,
está de olho se o andamento do seu floreio virtuoso não vai afetar negativamente a respiração do cantor;
O bom acompanhador pratica sua parte em casa sozinho, e presta atenção no que os outros músicos dizem, se esforça para lembrar das coisas que são importantes.
Ele não está interessado em aparecer mais que os outros
em outras palavras, está mais interessado na interpretação coletiva que na individual.

Isto tudo significa que quanto maior a sensibilidade artística e menor o ego do músico, melhor acompanhador ele será.
E melhor será o resultado interpretativo.

Para Bel 



Um comentário:

  1. Tive a sorte de encontrar Fabio Ventura..Calmo, paciente e com todas as qualidades acima citadas...Obrigada Profa por me levar ao caminho certo..

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